Os relatos dessa minha nova experiência que está sendo trocar o carro pela moto em SP

Pegando a Estradona no Domingo pós Jaca-inchada, Primeira parada Policial na Segunda logo cedo e Primeiras Impressões da Mirage 150

Salve, salve!

Pois é, amigos, no último domingo eu precisava trabalhar pra finalizar um projeto de TI, e para cumprir esta tarefa, estava planejado ir até a residência do meu grande amigo e parceiro de trabalho, que mora na região de Cotia.

Estaria tudo bem se não fosse um pequeno detalhe… na noite anterior eu fui a um casamento de uns amigos da patroa, e enfiei o pé na jaca, então, no domingo estava meio esquisito. Masss… trabalho é trabalho, e prazo é prazo, então, lá fui eu encarar minha sina, afinal de contas, eu queria mesmo pegar a estrada num domingo de feriado, mas como não estava 100%, confesso que fui meio receoso, pra não dizer, com o cú na mão!

Mas cagaços à parte, lá fui eu! Como a mochila com o note não coube no bauzinho, tive que ir com ela nas costas mesmo.

Diferente da primeira vez que eu tinha pego a Dutra, desta vez fui tranquilo, confiante e bem menos tenso, desde a saída de casa, fui tocando suave e sem maiores problemas. Entrei na marginal tietê, a mesma coisa, confiança, tranquilidade, e isso se manteve por todo o caminho. Vou dizer, viu… que delícia foi tocar a motinha, estava tudo tão tranquilo, tão em paz, e SP nessas ocasiões é um banquete, pois oferece várias rotas maravilhosas. Peguei a marginal Pinheiros, e fui que fui, até a Raposo Tavares. Cheguei são e salvo na casa do meu amigo depois de 50 minutos. Checkpoint!

Trabalhamos até às 22h, aí resolvi voltar, afinal de contas, estava cansado e de ressaca da noite anterior. Aí caiu a ficha… ia voltar na Raposo à noite, até Guarulhos, em um percurso total de uns 50km aproximadamente. Fiquei um pouco tenso, mas fui embora, e foi um pouco tenso, porque se eu não estava 100% à tarde, imagina depois de algumas horas.. mas longe de estar fora de condições, se fosse este o caso, nem tinha saído de casa.

Dormi bem, e na segunda-feira, peguei o caminho da roça às 09h. Pessoas, foi tão bacana, mas tão bacana, que eu perdi o acesso da Marginal Pinheiros e caí na Rodovia dos Bandeirantes… nada de grave, pois avistei um retorno a 500 metros… mas deu uma vontade de seguir ali viu… logo mais farei isso!

Retorno feito, na maciota, dou de cara com uma viatura policial… e logo sou convidado a encostar. Fiquei um pouco tenso, pois na vida toda devo ter sido parado uma meia-dúzia de vezes… mas vamos lá; reduzi, dei seta, encostei, desliguei a moto e tirei o capacete.

– Bom dia

– O senhor pode abrir a jaqueta devagar, por favor?

Fiquei tenso… mas abri o jaco medieval da Tutto cheio de proteção pra todo lado.

– Abra o baú pra mim.

Abri o baú, o guarda notou que eu estava tenso, mas foi cordial, e aí perguntou se eu tinha algum problema com a Justiça.

– Nenhum!

Depois perguntou se eu vinha de Guarulhos.

– Pois é, estou indo pra Raposo, peguei a saída errada (a sinalização é inexistente nesse pedaço, muita gente erra), e como moto não pode rodar na pista expressa da Tietê, cometi o mesmo erro.

Por fim, pegou meus documentos e checou o que precisava. Alguns minutos depois, me desejou boa viagem e lá fui eu. Com tudo isso, cheguei em 1 hora. Tomamos um café e trabalhamos por todo o dia, e como precisava fechar tudo ali, entramos à noite sem previsão de término. Quando deu 1h da madruga estava caindo de sono, e como ia pegar a moto pra voltar, resolvi tirar um cochilo de 40 minutos enquanto meu amigo fechava a última rotina dele.

Apaguei rapidamente, e depois que acordei, ainda seguimos até às 3h, quando finalmente a bateria de testes passou sem nenhum erro. Sucesso, missão cumprida!!! 

E lá fui eu, seria uma dinâmica nova, pegar a estrada àquela hora da madrugada, um frio de rachar, muito vento… mas poderia estar chovendo né? 

E lá fui eu novamente; Olha… como eu queria ter uma moto um pouco mais potente e mais estável… não ia correr mais não, já descobri que eu não sou o cara da velocidade, meu negócio é estilo e conforto, mas como eu queria estar pilotando uma moto mais estável, pois foi uma maravilha, não tinha uma alma viva na rua, somente alguns carros e caminhões ali e acolá, então vim que vim, e foi maravilhoso! Tudo livre, cheguei bem rapidamente em casa, com direito a esticar o cabo na Dutra, atingir 110km/h e sentir a moto ter convulsão, pobrezinha! Ah sim, e o vento lateral desafiando a pilotagem o tempo todo, como estava frio! Mas cheguei são e salvo, com a graça de Deus, e quando cheguei em casa falei rapidamente com a Dna Patroa, que não tinha dormido direito de preocupação, tomei um banho, e capotei!

Por fim, gostaria de compartilhar as minhas primeiras impressões depois de pouco mais de 1 semana de motoca:

– Moto boa pro uso urbano dentro da cidade, posição confortável e moto de fácil condução;

– Manutenção barata;

– Câmbio, ainda não me entendi com ele; ele engripa de vez em quando, e é quase impossível colocar a moto em ponto neutro com a moto parada, já desisti. Não sei se todas as motos são assim, nessa, este item me decepcionou bastante;

– Banco: no começo achei confortável, no domingo fiquei com a bunda quadrada na ida, ainda na Marg Pinheiros. na volta consegui enfiar a mochila e note no bauzinho, aí sem a mochila, o incômodo não voltou, mas na boa, o banco é  ruinzinho, quebra o galho, mas não oferece conforto não;

– A moto produz uns ruídos de trepidação de metal que eu não decifrei de onde vem, e isso fica chato pra cacete em rotações mais altas;

– Em velocidades até 60km/h, moto ótima, de 60 a 80, se não esticar muito, ainda é agradável, mas acima disso, a bicha já entra em convulsão, treme um pouco, e no vendaval do domingo à noite, notei que ela não tem estabilidade, e isso cansa;

– Farol, achei que ilumina muito pouco, talvez eu coloque uns auxiliares, pois de madrugada faz falta, e se tivesse neblina, ia chegar cagado em casa;

Em suma, a motinho atende ao básico do dia-a-dia, mas viajar com minha esposa nela, não sei se terei coragem não, pois a moto ficará mais pesada, andará ainda menos, e freará ainda menos… não sei não!

Até breve!

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