Os relatos dessa minha nova experiência que está sendo trocar o carro pela moto em SP

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Primeiros Corredores, Fuga da Chuva e Passeio de Sábado

Olá pessoas!

Faz um certo tempo que eu não posto nada, devido a correria com projetos e agenda intensa esta semana, mas não foi por falta de assunto não.

Vou começar contando do meu processo de incorporação da moto no meu dia-a-dia. Desde a semana passada eu respirei fundo e comecei a ir trabalhar de motoca. Nas primeiras vezes eu fiquei com um pouco de medo, chegava super pilhado em casa e nos lugares, e sempre tinha a impressão de que ia morrer no trajeto, que algum carro não ia me ver e me fazer lamber o asfalto, ou que algum motoboy retardado ia me dar um coice e fazer eu conhecer o outro lado da vida… mas isso não aconteceu não.

Algumas descobertas interessantes: a primeira, que os carros respeitam pra caramba as motos, mais do que eu podia imaginar. Mantendo a sua linha, sem ser folgado com os caras, eles retribuem generosamente, abrem passagem, e dificilmente lhe dão uma fechada proposital. Lógico, sempre tem os imbecis, mas são poucos (malditos donos de Corolla, estou começando a pegar cisma). O problema são as motos, em especial, os motoboys, que  querem voar no corredor, grudam buzinando atrás de você e pressionam pra passar logo. Isso sim é o caos. Mas nestes casos, deixo os caras passarem na primeira oportunidade segura, e beleza, eles seguem o caminho retardado deles e eu sigo o meu, cada um na sua vibe!

No mais, os corredores tem sido uma grata descoberta. Apesar da tensão e do medo, tenho feito em 50 minutos um trajeto que de carro eu faria normalmente em 1h30, e às sextas, 1h10 o que normalmente eu faria em 2h ou mais de carro, OU SEJA: tem valido muuuito a pena! O primeiro corredor que peguei foi na semana passada, na terça, na Salim Farah Maluf, indo de Guarulhos a São Caetano no ABC Paulista fazer uma entrega (não de pão nem de cocaína, de software mesmo). Na ida foi tranquilo, fui depois do almoço, e não peguei muito trânsito, mas pra voltar foi mais tenso, havia bastante congestionamento, e fiquei um pouco receoso, mas consegui superar o trajeto com relativa facilidade. Nos outros dias eu fui pra Vila Olímpia todos os dias, e pouco a pouco fui me acostumando com a nova vida de alfaiate. Um dos dias na ida foi bem legal, no Túnel Tom Jobim, as lâmpadas do túnel estavam loucas, piscando intermitentemente, como uma danceteria, eu achei o efeito muito louco, parecia uma discoteca, aí comecei a fazer “tutz tutz” com a boca e gritar dentro do capacete, dando risada sozinho… okaaay, é idiota… mas foi divertido! O mais complicado foi na volta da sexta, saí da Vl Olímpia às 19h00 e voltei pela 23 de Maio, e justamente ali, estava bastante complicado, como não tenho muita noção de espaço com a moto e o negócio estava travado, tive que ficar parado atrás dos carros em diversas oportunidades, mesmo porque, quando conseguia passar, sempre vinha um motoqueiro retardado  pressionando. Quando estava em frente ao metrô Armênia, notei que minha embreagem começou a perder a eficácia, e os engates começaram a ficar mais difíceis, com a moto morrendo de vez em quando. Fiquei meio bravo (meio não, puto pra caralho!), e no sábado de manhã eu fui ao Thomas pra regular a moto e trocar o óleo. YEEES, 1000km rodados em aprox. 10 dias, kkk… meu primo, ex-dono da moto, me entregou a moto com 3700km, depois de pouco mais de 2 anos com ela, e eu, em pouco mais de uma semana, já rodei os 1000, rs… enfim!

No começo desta semana caiu o mundo de chuva, e como minha esposa tinha viajado (e deixado o carro na garagem), aproveitei que estava gripado e não usei a moto nos dois dias de chuva. Siiiim, eu fui cuzão, CUUUZÃO, não quis pegar a moto nos dias de chuva, mas na sexta eu tinha comprado a capa de chuva com a calça, pois achei que ia chover (e choveu, mas fui pro cliente depois que a chuva passou). Na quinta e na sexta, usei a motoca, e na sexta, voltei pelas marginais. No começo achei que tinha sido uma péssima escolha, porque foi complicado sair da Vila Olímpia, mas com um pouco de paciência a escolha se mostrou acertada, as pistas são mais largas e foi mais tranquilo vir pra casa.

Pra fechar bem a semana, hoje eu dei uma boa rodada com a moto, curtindo bem o passeio, e consegui até dar 120km/h na Fernão Dias, que estava livre, sem fazer a moto desmontar. Estou percebendo que a moto está amaciando, e por tradição com meus carros, existe uma forte probabilidade de eu deixar esta bichinha bem espertinha pro tamanho dela, é sempre assim com meus carros! Fui até Cumbica ver minha tia, comprar um presentinho pro Gabriel, ver meu primo e meu pai. Infelizmente não consegui ver meu pai, que tinha ido ao mercado, mas vi todos os demais, e de quebra, descobri que tenho mais uma seguidora, a Julinha (aê Xuuuulinhaaaa)! Depois voltei e passei numa concessionária pra ver uma Dafra 250, com a esperança de fazer um test drive, mas infelizmente a Fernanda, simpática vendedora da loja, me disse que não tinha disponível, só no próximo sábado. Acabei vendo outras motos, inclusive uma Shadow 600 2003, que me apeteceu bastante… hummmmmm! Vi também uma BMW 1200 musculosa que eu nunca tinha visto (foto abaixo), mas a bicha não tem lugar pra garupa e pesa 1 tonelada, sem chance, essa é para aqueles alemães de 2 metros de altura!

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Por falar em BMW, ontem eu fui numa concessionária BMW ver meu sweet dream de perto… a F800R… montei na loirona, e tirei minha dúvida quando a alcançar o pé no chão… YES, é possível! E que espetáculo hein… ai ai… deu vontade de fazer um test drive, mas me contive… fica pra uma próxima!

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Aí a loirona… eu chego lá!

Voltando pra hoje, pra fechar o dia, fui abastecer a moto, e aproveitei pra lavá-la, estava imprestável. Depois dei um pequeno giro pelo bairro, e fiz as pazes com ela… maldito câmbio que engripa pra cacete!! A média desta semana foi muito boa… 36km/l, aí sim hein! Enquanto aguardava pra lavá-la, colou um carinha com um fusca 69, chapa-preta, e fiquei trocando ideia com ele, muito gente boa o cara, vizinho de bairro! Ele me contou de um filme que vai estrear, chamado “6 over”, que fala sobre motocas (link http://vimeo.com/28742074). Procurei mais a respeito mas não tem pra baixar, comprar ou ver. Bacana essas coisas né… vc sai pra dar uma volta, e de quebra, coisas legais acontecem! Fora que o dia estava uma beleza hoje, um sol lindo, sem vento gelado, foi bastante prazeroso. Minha esposa até ficou brava porque eu não parei em casa.. desculpa, amor! Aliás, precisamos comprar o capacete dela, pois muito em breve, vou encarar uma estrada com essa motinha mesmo, nem que for pra ir a 60km/h.

É isso aí, moçada! Depois de curtir bastante o dia, agora vou trabalhar um pouco.. siiim, agora! Faz parte do meu show fugir do senso comum, então… lá vamos nós… ou melhor, lá vou eu! Ahh, uma fotinho de hoje à tarde pra vcs!

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Me despeço ao som de “Edmundo Ros and His Orchestra”, com “The Wedding Samba”, do filme “A good year”, que eu recomendo, um excelente filme!

Até breve! 

 

 


Pegando a Estradona no Domingo pós Jaca-inchada, Primeira parada Policial na Segunda logo cedo e Primeiras Impressões da Mirage 150

Salve, salve!

Pois é, amigos, no último domingo eu precisava trabalhar pra finalizar um projeto de TI, e para cumprir esta tarefa, estava planejado ir até a residência do meu grande amigo e parceiro de trabalho, que mora na região de Cotia.

Estaria tudo bem se não fosse um pequeno detalhe… na noite anterior eu fui a um casamento de uns amigos da patroa, e enfiei o pé na jaca, então, no domingo estava meio esquisito. Masss… trabalho é trabalho, e prazo é prazo, então, lá fui eu encarar minha sina, afinal de contas, eu queria mesmo pegar a estrada num domingo de feriado, mas como não estava 100%, confesso que fui meio receoso, pra não dizer, com o cú na mão!

Mas cagaços à parte, lá fui eu! Como a mochila com o note não coube no bauzinho, tive que ir com ela nas costas mesmo.

Diferente da primeira vez que eu tinha pego a Dutra, desta vez fui tranquilo, confiante e bem menos tenso, desde a saída de casa, fui tocando suave e sem maiores problemas. Entrei na marginal tietê, a mesma coisa, confiança, tranquilidade, e isso se manteve por todo o caminho. Vou dizer, viu… que delícia foi tocar a motinha, estava tudo tão tranquilo, tão em paz, e SP nessas ocasiões é um banquete, pois oferece várias rotas maravilhosas. Peguei a marginal Pinheiros, e fui que fui, até a Raposo Tavares. Cheguei são e salvo na casa do meu amigo depois de 50 minutos. Checkpoint!

Trabalhamos até às 22h, aí resolvi voltar, afinal de contas, estava cansado e de ressaca da noite anterior. Aí caiu a ficha… ia voltar na Raposo à noite, até Guarulhos, em um percurso total de uns 50km aproximadamente. Fiquei um pouco tenso, mas fui embora, e foi um pouco tenso, porque se eu não estava 100% à tarde, imagina depois de algumas horas.. mas longe de estar fora de condições, se fosse este o caso, nem tinha saído de casa.

Dormi bem, e na segunda-feira, peguei o caminho da roça às 09h. Pessoas, foi tão bacana, mas tão bacana, que eu perdi o acesso da Marginal Pinheiros e caí na Rodovia dos Bandeirantes… nada de grave, pois avistei um retorno a 500 metros… mas deu uma vontade de seguir ali viu… logo mais farei isso!

Retorno feito, na maciota, dou de cara com uma viatura policial… e logo sou convidado a encostar. Fiquei um pouco tenso, pois na vida toda devo ter sido parado uma meia-dúzia de vezes… mas vamos lá; reduzi, dei seta, encostei, desliguei a moto e tirei o capacete.

- Bom dia

- O senhor pode abrir a jaqueta devagar, por favor?

Fiquei tenso… mas abri o jaco medieval da Tutto cheio de proteção pra todo lado.

- Abra o baú pra mim.

Abri o baú, o guarda notou que eu estava tenso, mas foi cordial, e aí perguntou se eu tinha algum problema com a Justiça.

- Nenhum!

Depois perguntou se eu vinha de Guarulhos.

- Pois é, estou indo pra Raposo, peguei a saída errada (a sinalização é inexistente nesse pedaço, muita gente erra), e como moto não pode rodar na pista expressa da Tietê, cometi o mesmo erro.

Por fim, pegou meus documentos e checou o que precisava. Alguns minutos depois, me desejou boa viagem e lá fui eu. Com tudo isso, cheguei em 1 hora. Tomamos um café e trabalhamos por todo o dia, e como precisava fechar tudo ali, entramos à noite sem previsão de término. Quando deu 1h da madruga estava caindo de sono, e como ia pegar a moto pra voltar, resolvi tirar um cochilo de 40 minutos enquanto meu amigo fechava a última rotina dele.

Apaguei rapidamente, e depois que acordei, ainda seguimos até às 3h, quando finalmente a bateria de testes passou sem nenhum erro. Sucesso, missão cumprida!!! 

E lá fui eu, seria uma dinâmica nova, pegar a estrada àquela hora da madrugada, um frio de rachar, muito vento… mas poderia estar chovendo né? 

E lá fui eu novamente; Olha… como eu queria ter uma moto um pouco mais potente e mais estável… não ia correr mais não, já descobri que eu não sou o cara da velocidade, meu negócio é estilo e conforto, mas como eu queria estar pilotando uma moto mais estável, pois foi uma maravilha, não tinha uma alma viva na rua, somente alguns carros e caminhões ali e acolá, então vim que vim, e foi maravilhoso! Tudo livre, cheguei bem rapidamente em casa, com direito a esticar o cabo na Dutra, atingir 110km/h e sentir a moto ter convulsão, pobrezinha! Ah sim, e o vento lateral desafiando a pilotagem o tempo todo, como estava frio! Mas cheguei são e salvo, com a graça de Deus, e quando cheguei em casa falei rapidamente com a Dna Patroa, que não tinha dormido direito de preocupação, tomei um banho, e capotei!

Por fim, gostaria de compartilhar as minhas primeiras impressões depois de pouco mais de 1 semana de motoca:

- Moto boa pro uso urbano dentro da cidade, posição confortável e moto de fácil condução;

- Manutenção barata;

- Câmbio, ainda não me entendi com ele; ele engripa de vez em quando, e é quase impossível colocar a moto em ponto neutro com a moto parada, já desisti. Não sei se todas as motos são assim, nessa, este item me decepcionou bastante;

- Banco: no começo achei confortável, no domingo fiquei com a bunda quadrada na ida, ainda na Marg Pinheiros. na volta consegui enfiar a mochila e note no bauzinho, aí sem a mochila, o incômodo não voltou, mas na boa, o banco é  ruinzinho, quebra o galho, mas não oferece conforto não;

- A moto produz uns ruídos de trepidação de metal que eu não decifrei de onde vem, e isso fica chato pra cacete em rotações mais altas;

- Em velocidades até 60km/h, moto ótima, de 60 a 80, se não esticar muito, ainda é agradável, mas acima disso, a bicha já entra em convulsão, treme um pouco, e no vendaval do domingo à noite, notei que ela não tem estabilidade, e isso cansa;

- Farol, achei que ilumina muito pouco, talvez eu coloque uns auxiliares, pois de madrugada faz falta, e se tivesse neblina, ia chegar cagado em casa;

Em suma, a motinho atende ao básico do dia-a-dia, mas viajar com minha esposa nela, não sei se terei coragem não, pois a moto ficará mais pesada, andará ainda menos, e freará ainda menos… não sei não!

Até breve!


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